Foram encontradas 286 questões
26
Ano: 2006    Banca: INEP    Órgão: ENEM    Prova: INEP - 2006 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - prova amarela

Os textos a seguir foram extraídos de duas crônicas publicadas no ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato mundial de futebol.

O General Médici falou em consistência moral. Sem isso, talvez a vitória nos escapasse, pois a disciplina consciente, livremente aceita, é vital na preparação espartana para o rude teste do campeonato. Os brasileiros portaram-se não apenas como técnicos ou profissionais, mas como brasileiros, como cidadãos deste grande país, cônscios de seu papel de representantes de seu povo. Foi a própria afirmação do valor do homem brasileiro, como salientou bem o presidente da República.
Que o chefe do governo aproveite essa pausa, esse minuto de euforia e de efusão patriótica, para meditar sobre a situação do país. (...) A realidade do Brasil é a explosão patriótica do povo ante a vitória na Copa.
Danton Jobim. Última Hora, 23/6/1970 (com adaptações).

O que explodiu mesmo foi a alma, foi a paixão do povo:
uma explosão incomparável de alegria, de entusiasmo, de orgulho.
(...) Debruçado em minha varanda de Ipanema, [um velho amigo] perguntava: — Será que algum terrorista se aproveitou do delírio coletivo para adiantar um plano seu qualquer, agindo com frieza e precisão? Será que, de outro lado, algum carrasco policial teve ânimo para voltar a torturar sua vítima logo que o alemão apitou o fim do jogo?
Rubem Braga. Última Hora, 25/6/1970 (com adaptações).

Avalie as seguintes afirmações a respeito dos dois textos e do período histórico em que foram escritos.
I Para os dois autores, a conquista do tricampeonato mundial de futebol provocou uma explosão de alegria popular.
II Os dois textos salientam o momento político que o país atravessava ao mesmo tempo em que conquistava o tricampeonato.
III À época da conquista do tricampeonato mundial de futebol, o Brasil vivia sob regime militar, que, embora politicamente autoritário, não chegou a fazer uso de métodos violentos contra seus opositores.

É correto apenas o que se afirma em
  • A
    I.
  • B
    II.
  • C
    III.
  • D
    I e II.
  • E
    II e III.
  • Gabarito Comentado
  • Comentários (0)
  • Aulas (0)
  • Estatísticas
  • Cadernos
  • Notificar Erro
27
Ano: 2006    Banca: INEP    Órgão: ENEM    Prova: INEP - 2006 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - prova amarela

A moderna democracia brasileira foi construída entre saltos e sobressaltos. Em 1954, a crise culminou no suicídio do presidente Vargas. No ano seguinte, outra crise quase impediu a posse do presidente eleito, Juscelino Kubitschek. Em 1961, o Brasil quase chegou à guerra civil depois da inesperada renúncia do presidente Jânio Quadros. Três anos mais tarde, um golpe militar depôs o presidente João Goulart, e o país viveu durante vinte anos em regime autoritário.

A partir dessas informações, relativas à história republicana brasileira, assinale a opção correta.
  • A
    Ao término do governo João Goulart, Juscelino Kubitschek foi eleito presidente da República.
  • B
    A renúncia de Jânio Quadros representou a primeira grande crise do regime republicano brasileiro.
  • C
    Após duas décadas de governos militares, Getúlio Vargas foi eleito presidente em eleições diretas.
  • D
    A trágica morte de Vargas determinou o fim da carreira política de João Goulart.
  • E
    No período republicano citado, sucessivamente, um presidente morreu, um teve sua posse contestada, um renunciou e outro foi deposto.
  • Gabarito Comentado
  • Comentários (0)
  • Aulas (0)
  • Estatísticas
  • Cadernos
  • Notificar Erro
28
Ano: 2006    Banca: INEP    Órgão: ENEM    Prova: INEP - 2006 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - prova amarela

No início do século XIX, o naturalista alemão Carl Von Martius esteve no Brasil em missão científica para fazer observações sobre a flora e a fauna nativas e sobre a sociedade indígena. Referindo-se ao indígena, ele afirmou:
“Permanecendo em grau inferior da humanidade, moralmente, ainda na infância, a civilização não o altera, nenhum exemplo o excita e nada o impulsiona para um nobre desenvolvimento progressivo (...). Esse estranho e inexplicável estado do indígena americano, até o presente, tem feito fracassarem todas as tentativas para conciliá-lo
inteiramente com a Europa vencedora e torná-lo um cidadão satisfeito e feliz.”
Carl Von Martius. O estado do direito entre os autóctones
do Brasil. Belo Horizonte/São Paulo: Itatiaia/EDUSP, 1982.


Com base nessa descrição, conclui-se que o naturalista Von Martius
  • A
    apoiava a independência do Novo Mundo, acreditando que os índios, diferentemente do que fazia a missão européia, respeitavam a flora e a fauna do país.
  • B
    discriminava preconceituosamente as populações originárias da América e advogava o extermínio dos índios.
  • C
    defendia uma posição progressista para o século XIX: a de tornar o indígena cidadão satisfeito e feliz.
  • D
    procurava impedir o processo de aculturação, ao descrever cientificamente a cultura das populações originárias da América.
  • E
    desvalorizava os patrimônios étnicos e culturais das sociedades indígenas e reforçava a missão “civilizadora européia”, típica do século XIX.
  • Gabarito Comentado
  • Comentários (0)
  • Aulas (0)
  • Estatísticas
  • Cadernos
  • Notificar Erro
29
Ano: 2006    Banca: INEP    Órgão: ENEM    Prova: INEP - 2006 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - prova amarela

No princípio do século XVII, era bem insignificante e quase miserável a Vila de São Paulo. João de Laet davalhe 200 habitantes, entre portugueses e mestiços, em 100 casas; a Câmara, em 1606, informava que eram 190 os moradores, dos quais 65 andavam homiziados*.
*homiziados: escondidos da justiça
Nelson Werneck Sodré. Formação histórica
do Brasil. São Paulo: Brasiliense, 1964.


Na época da invasão holandesa, Olinda era a capital e a cidade mais rica de Pernambuco. Cerca de 10% da população, calculada em aproximadamente 2.000 pessoas, dedicavam-se ao comércio, com o qual muita gente fazia fortuna. Cronistas da época afirmavam que os
habitantes ricos de Olinda viviam no maior luxo.
Hildegard Féist. Pequena história do Brasil holandês.
São Paulo: Moderna, 1998 (com adaptações).


Os textos acima retratam, respectivamente, São Paulo e Olinda no início do século XVII, quando Olinda era maior e mais rica. São Paulo é, atualmente, a maior metrópole brasileira e uma das maiores do planeta. Essa mudança deveu-se, essencialmente, ao seguinte fator econômico:
  • A
    maior desenvolvimento do cultivo da cana-de-açúcar no planalto de Piratininga do que na Zona da Mata Nordestina.
  • B
    atraso no desenvolvimento econômico da região de Olinda e Recife, associado à escravidão, inexistente em São Paulo.
  • C
    avanço da construção naval em São Paulo, favorecido pelo comércio dessa cidade com as Índias.
  • D
    desenvolvimento sucessivo da economia mineradora, cafeicultora e industrial no Sudeste.
  • E
    destruição do sistema produtivo de algodão em Pernambuco quando da ocupação holandesa.
  • Gabarito Comentado
  • Comentários (0)
  • Aulas (0)
  • Estatísticas
  • Cadernos
  • Notificar Erro
30
Ano: 2006    Banca: INEP    Órgão: ENEM    Prova: INEP - 2006 - ENEM - Exame Nacional do Ensino Médio - prova amarela

O que chamamos de corte principesca era, essencialmente, o palácio do príncipe. Os músicos eram tão indispensáveis nesses grandes palácios quanto os pasteleiros, os cozinheiros e os criados. Eles eram o que se chamava, um tanto pejorativamente, de criados de libré.
A maior parte dos músicos ficava satisfeita quando tinha garantida a subsistência, como acontecia com as outras pessoas de classe média na corte; entre os que não se satisfaziam, estava o pai de Mozart. Mas ele também se curvou às circunstâncias a que não podia escapar.
Norbert Elias. Mozart: sociologia de um gênio.
Ed. Jorge Zahar, 1995, p. 18 (com adaptações).


Considerando-se que a sociedade do Antigo Regime dividia-se tradicionalmente em estamentos: nobreza, clero e 3.° Estado, é correto afirmar que o autor do texto, ao fazer referência a “classe média”, descreve a sociedade utilizando a noção posterior de classe social a fim de
  • A
    aproximar da nobreza cortesã a condição de classe dos músicos, que pertenciam ao 3.° Estado.
  • B
    destacar a consciência de classe que possuíam os músicos, ao contrário dos demais trabalhadores manuais.
  • C
    indicar que os músicos se encontravam na mesma situação que os demais membros do 3.° Estado.
  • D
    distinguir, dentro do 3.° Estado, as condições em que viviam os “criados de libré” e os camponeses.
  • E
    comprovar a existência, no interior da corte, de uma luta de classes entre os trabalhadores manuais.
  • Gabarito Comentado
  • Comentários (0)
  • Aulas (0)
  • Estatísticas
  • Cadernos
  • Notificar Erro

Grilao1392 Bom dia, achei que tinha melhorado ne[…]

É curioso que, em meio a uma sociedade ética e evo[…]

De acordo com o cientista filósofo Albert Einstein[…]

A educação profissional ,desenvolveu as competênci[…]

Corrija seu texto agora mesmo, é de GRAÇA!

Seu Cookie

O Corrija.com utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência, de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.

Aguarde…
Não atualize a página.