Sob esse viés, é possível perceber que uma das causas principais da intolerância religiosa é o preconceito histórico enraizado na sociedade brasileira desde o período colonial, quando crenças de matriz africana foram criminalizadas e marginalizadas. A esse respeito, destaca-se a obra O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro, que ilustra como a formação cultural do país foi marcada pela desigual valorização das identidades. Ademais, observa-se que a disseminação de discursos de ódio em redes sociais contribui para a perpetuação do problema, o que se alinha à reflexão de Voltaire sobre a importância da liberdade religiosa como pilar da convivência pacífica.
Ademais, as consequências da intolerância religiosa se manifestam de forma expressiva no âmbito social e cultural. Como exemplo, pode-se citar o episódio do incêndio criminoso em um terreiro de candomblé no Rio de Janeiro, que demonstra os impactos negativos dessa situação. Nesse sentido, a ideia de Hannah Arendt sobre a “banalidade do mal” revela-se pertinente, pois a passividade diante da injustiça contribui para a manutenção de cenários desumanizadores. Logo, é notório que a ausência de ações efetivas acentua o quadro.
Portanto, é imprescindível que o Estado, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, desenvolva políticas públicas voltadas para o combate à intolerância religiosa, com ações como campanhas educativas em escolas e mídias sociais, visando à redução de casos de discriminação. Essa medida deve ser implementada em parceria com organizações civis de promoção dos direitos humanos, que ficarão responsáveis por promover debates inter-religiosos e ações de conscientização comunitária, de modo a garantir a eficácia da intervenção. Assim, será possível construir um cenário mais justo, mitigando os efeitos da intolerância religiosa e assegurando o pleno exercício da cidadania, conforme preconiza a Constituição Federal de 1988.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Erros principais: (1) normas: alguns conectivos como “Ademais” repetidos e vírgulas em períodos longos. Sugestão: dividir em frases mais diretas e usar “além disso”/“por isso”. (2) referências: citar autores sem contextualizar as teses (Voltaire, Arendt) exige ligação com o tema; reescrever com relação explícita. (3) coesão: transições frequentes, cuidado com encadeamentos; reforce lógica entre causas, consequências e solução. (4) intervenção: detalhar agente/ação/meio/finalidade; ex.: agente estatal e sociedade civil, ações específicas em escolas + mídias, meios digitais, metas mensuráveis. Ex.: “O Ministério da Justiça, em parceria com escolas e ONGs, implementará campanhas antidiscriminação até 2026, objetivando reduzir denúncias em X%.”
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Competência 1 — Domínio da Norma-Padrão da Língua Portuguesa: 160
Principais pontos: uso adequado de termos e concordância na maior parte; há alguns desvios de regência e escolhas lexicais; evita-se repetição excessiva, mas há momentos de construção pouco fluida. Observação de erros pontuais: vírgula antes de orações subordinadas, pequenas falhas de coesão em algumas frases.
Competência 2 — Compreensão do tema e desenvolvimento do formato dissertativo-argumentativo: 160
Pontos fortes: apresenta abordagem teórica (Bourdieu, Voltaire, Arendt) e dados do IBGE; articula causas e consequências; conclusão com propostas. Pontos a melhorar: organização mais clara entre introdução, desenvolvimento e conclusão; evitar digressões sem relação direta com o tema; reforçar linha de argumentação para manter foco.
Competência 3 — Capacidade de seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos: 160
Pontos fortes: escolha de exemplos relevantes (incêndio em terreiro, crítica histórica, redes sociais). Pontos a melhorar: conexão entre as informações e a tese precisa ficar mais explícita; evitar citações muito longas sem contextualização; articular melhor a relação entre teoria e fatos empíricos.
Competência 4 — Coesão e coerência (conectivos): 160
Pontos fortes: uso de conectivos para apresentar causas, consequências e propostas. Pontos a melhorar: algumas ligações entre parágrafos podem ficar mais claras; evitar variações desnecessárias de conectivos, manter progressão lógica mais evidente.
Competência 5 — Proposta de intervenção (agente, ação, meio, finalidade): 200
A proposta atende aos quatro elementos (agente: Estado/MJSP e organizações civis; ação: campanhas educativas, debates; meio: escolas, mídias sociais, ações comunitárias; finalidade: reduzir discriminação e promover cidadania). Detalhamento adequado da intervenção, com articulação com o tema e direitos humanos.
Comentário final (único parágrafo, até 500 caracteres)
A redação mostra boa compreensão do tema e bons referenciais teóricos, com proposta de