A ineficiência governamental é um dos principais entraves para o acesso à literatura no Brasil, uma vez que embora exista políticas públicas, como o plano nacional do livro e leitura, sua aplicação é limitada. Isso é explicado por Nicolau Maquiavél, segundo o qual os governantes priorizam a manutenção do poder em detrimento do bem-estar da população, o que se aplica ao cenário brasileiro. Como consequência, há baixa ampliação de bibliotecas públicas, por exemplo.
Além disso, a desvalorização sociocultural da leitura, especialmente a literária, contribui para o problema, pois a literatura não é incorporada como uma rotina cotidiana da maior parte da população. Sob essa ótica, o sociólogo Pierre Bourdieu afirma que o acesso a cultura está relacionado ao capital cultural dos indivíduos. Porém, no Brasil, tal capital é diminuído em virtude do baixo contato com a literatura, especialmente quando não há incentivo familiar ou escolar, diminuindo a capacidade crítica do povo.
Portanto, para que a literatura seja democratizada no Brasil, o Governo Federal deve por meio do ministério da educação ampliar o investimento em políticas públicas de incentivo à leitura literária. Tal ação deve abranger regiões periféricas, a fim de combater a omissão do governo. Paralelamente, as instituições de ensino podem desenvolver projetos de leitura, por meio de clubes literários, com a finalidade de de reverter a desvalorização sociocultural da literatura do Brasil. Esses projetos devem incluir famílias e a comunidade. Assim, a realidade retratada por Carolina Maria de Jesus poderá ficar no passado.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Principais erros: 1) Norma-padrão: nomes próprios e títulos com grafia incorreta (Quarto de desoejo; Nicolau Maquiavél; Plano Nacional do Livro e Leitura; Ministério da Educação) e regência/acentuação inadequadas (“de reverter”). Recomendação: revisar com orthografia correta: “Quarto de Despejo”; “Nicolau Maquiavel”; “Plano Nacional do Livro e Leitura/Plano Nacional do Livro e da Leitura”; “Ministério da Educação”. 2) Argumentação: cita Maquiavel sem contextualizar e atribuição duvidosa; usar fontes confiáveis ou evitar falácias. 3) Coesão: boa variedade de conectivos, porém algumas transições poderiam fortalecer a progressão entre ideias. 4) Proposta de intervenção quase adequada: cumprir os 4 elementos, mas detalhar ações concretas (metas, prazos, indicadores). Sugestão de melhoria: ao final, incluir: agente público (ministério), ação (ampliar acervo e leitura pública), meio (bibliotecas, clubes, leitura em escola, ações comunitárias) e finalidade (reduzir desigualdade de acesso). Exemplo de reescrita de parte: “O Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve investir X milhões até 2030 para ampliar bibliotecas e criar clubes de leitura em regiões periféricas, envolvendo famílias e escolas com metas de Y e avaliação anual.”
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