Em primeiro lugar, a naturalização do bullying contribui diretamente para sua permanência nas instituições de ensino. Frequentemente, ofensas, apelidos pejorativos e humilhações são tratados como “brincadeiras comuns”, o que mascara os impactos emocionais causados às vítimas. Segundo o filósofo francês Michel Foucault, a sociedade exerce mecanismos de controle por meio das relações de poder, realidade perceptível nas escolas, onde estudantes considerados “diferentes” tornam-se alvos constantes de exclusão. Como consequência, muitos jovens desenvolvem ansiedade, baixa autoestima, isolamento social e até evasão escolar. Dessa forma, quando a violência é relativizada, cria-se um ambiente favorável à repetição dessas práticas.
Além disso, a negligência de parte das instituições escolares agrava o problema. Em muitos casos, professores e gestores não possuem preparo adequado para identificar sinais de sofrimento psicológico ou intervir de maneira eficaz nos conflitos entre alunos. Paralelamente, a ausência de diálogo familiar dificulta a construção de valores como empatia e respeito às diferenças. Tal cenário contraria o princípio da dignidade humana previsto na Constituição Federal de 1988, documento que assegura a proteção integral do indivíduo. Assim, a insuficiência de ações preventivas transforma a escola — espaço que deveria acolher — em um ambiente de medo e insegurança.
Portanto, é imprescindível combater a prática do bullying nas escolas brasileiras. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, deve promover projetos permanentes de conscientização, por meio de palestras, rodas de conversa e acompanhamento psicológico, visando desenvolver a empatia e prevenir comportamentos agressivos. Ademais, as escolas devem capacitar professores para identificar casos de violência e oferecer suporte adequado às vítimas. Somente com educação, acolhimento e ação conjunta será possível transformar o ambiente escolar em um espaço verdadeiramente seguro e inclusivo.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Positivos: tema proposto desenvolvido com defesa clara, uso de argumentos, estrutura dissertativa, coesão e proposição de intervenção. Sugestões de melhoria: evitar citações potencialmente deslocadas (Foucault) sem contextualização crítica; ampliar a concretude da intervenção com datas/recursos específicos (ex.: parcerias com saúde mental, metas mensuráveis, avaliação de resultados) e detalhar atuação de cada agente (agente, ação, meio, finalidade) para fortalecer a competência 5. Reescrita exemplo: “O MEC, em parceria com as escolas, promoverá 2 palestras mensais de 60 minutos e 1 roda de conversa trimestral, com acompanhamento psicológico disponível, visando reduzir agressões em 40% ao final de 12 meses.”
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