No desenvolvimento dessa problemática, destaca-se o repertório sociocultural da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98), que tipifica os maus-tratos como crime, com penas de detenção de três meses a um ano, além de multa. No entanto, a impunidade persiste devido à subnotificação e à lentidão judicial, como evidenciado pelo Disque Denúncia, que registra milhares de casos anuais sem resolução efetiva. Essa legislação, inspirada em princípios éticos universais, dialoga com o filósofo Peter Singer, em sua obra "Libertação Animal" (1975), que argumenta pela igualdade de consideração de interesses entre espécies, combatendo o especismo – preconceito contra animais não humanos. Assim, os maus-tratos não são isolados, mas sintoma de uma sociedade que falha em aplicar normas culturais de empatia.
Ademais, o segundo eixo argumentativo reside na influência da cultura de consumo descartável, que fomenta o abandono de pets após a "novidade" passar. No Brasil, feiras de adoção lotam abrigos como a Sociedade Protetora de Animais, enquanto o comércio de animais exóticos impulsiona tráfico ilegal, gerando sofrimento em massa. Esse padrão sociocultural, agravado pela urbanização acelerada – com 87% da população em cidades, conforme o IBGE –, pressiona espaços urbanos e transforma ruas em depósitos de vida descartada. Argumenta-se, portanto, que campanhas educativas, aliadas a políticas de castração gratuita, como as implementadas em São Paulo, provam ser eficazes para romper esse ciclo vicioso, promovendo responsabilidade coletiva.
Em conclusão, os maus-tratos aos animais demandam uma resposta multifacetada: fortalecimento da fiscalização da Lei 9.605/98, educação ambiental nas escolas e estímulo a uma ética singeriana de compaixão interespécies. Cabe à sociedade brasileira, ciente de seu repertório legal e cultural, atuar proativamente, transformando denúncias em mudanças efetivas. Somente assim, resgataremos a harmonia entre homem e natureza, honrando o preceito constitucional de respeito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros identificados: (Comp.1) alguns lapsos de norma-padrão e pontuação em 3–6 pontos; por exemplo, construção de períodos extensos sem pausas adequadas. Recomendações: dividir frases longas em períodos menores e revisar itens como crase, concordância e pontuação; exemplo de melhoria: “Na contemporaneidade, os maus-tratos aos animais são uma chaga social que reflete a fragilidade dos laços éticos entre humanos e outras espécies.” (Comp.2/3) o texto apresenta boa compreensão do tema e uso de dados/fatos; mantenha a ligação entre argumentos e evidências com conectores claros. (Comp.4) conectivos usados de forma adequada, mas variabilidade pode ser ampliada: “além disso”, “em síntese”, “por outro lado”. (Comp.5) a intervenção possui agente, ação, meio e finalidade, com detalhes razoáveis; para maior robustez, descreva ações específicas (quem fiscaliza, quais ações de educação, metas quantitativas, prazos) e evidencie metas concretas. Sugestão de reescrita de intervenção: “Governo (agente) deve financiar campanhas educativas em escolas e redes sociais (ação), disponibilizar serviços de castração gratuitos em unidades de saúde animal (meio), visando reduzir casos de maus-tratos em 30% no próximo ano (finalidade).”
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