Diante desse cenário, as lacunas estatais favorecem a perpetuação de serviços semelhantes ao trabalho escravo no país, uma vez que as leis vigentes não garantem os direitos necessários às vítimas desse entrave. Segundo o filósofo e sociólogo John Locke, as leis propostas pelo Estado têm a função de garantir os direitos das pessoas, e o papel dele é assegurar que isso aconteça, quando isso não acontece, o Estado falhou. Segundo essa lógica, os órgãos governamentais não cumprem seu papel ao permitir que as práticas escravistas permaneçam na sociedade, como no setor industrial ou atividades domésticas, mesmo com a existência de leis que deveriam combater isso. Dessa forma, deve-se combater essa omissão do Estado.
Além disso, a apatia social corrobora para que haja a continuação de atividades de cunho escravista na nação, já que a sociedade permite que isso aconteça sem interferir ou se opor a isso. Sob essa ótica, tal situação assemelha-se ao conceito de “Banalidade do Mal”, proposto pela filósofa Hannah Arendt, que argumenta que o mal se instaura nas pessoas quando param de pensar criticamente e aceitam práticas cruéis e desumanas sem se opor. Seguindo essa corrente, a sociedade não possui um pensamento crítico acerca disso, por consequência, permite que essas atividades permaneçam, uma vez que não buscam formas de extinguir o problema. Desse modo, é necessário solucionar tal questão.
Portanto, a fim de solucionar a permanência de atividades análogas à escravidão no Brasil, o Ministério do Trabalho — órgão responsável por administrar os assuntos relacionados aos trabalhos no país — deve criar políticas de combate a essas práticas escravistas com a finalidade de não só extinguir essas atividades como também solucionar as lacunas deixadas pelo Estado e conscientizar a sociedade acerca da gravidade do assunto em questão. Isso será feito por meio de monitoramentos tanto terrestres quanto aéreos para localizar e extinguir esses locais de escravidão. Assim, não acontecerá o mesmo que aconteceu com Júnior.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 60% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra domínio mediano da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com alguns desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com estrutura sintática mediana para o grau de escolaridade exigido, porém com alguns desvios morfossintáticos, de pontuação, de grafia ou de emprego do registro adequado ao tipo textual.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente e apresenta bom domínio do texto dissertativo-argumentativo, com proposição, argumentação e conclusão. Embora ainda possa apresentar alguns problemas no desenvolvimento das ideias, o tema, em seu texto, é bem desenvolvido, com indícios de autoria e certa distância do senso comum demonstrando bom domínio do tipo textual exigido.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema, de forma organizada, com indícios de autoria, ou seja, os argumentos, embora ainda possam ser previsíveis, estão organizados e relacionados de forma consistente ao ponto de vista defendido e ao tema proposto, e há indícios de autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula as partes do texto com poucas inadequações e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais problemas: (1) Norma: vícios como “permanências de uma situação semelhante” e repetições; uso de construções redundantes e termos soltos (ex.: “lacunas estatais”). Sugestão: reescrever com clareza: “As lacunas das políticas públicas permitem práticas semelhantes à escravidão.” (2) Tema/Competência 2: referência excessiva à ficção sem vínculo direto com o Brasil contemporâneo; inclua dados ou exemplos reais e conecte ao tema proposto. (3) Organização/Informação: há uso de Locke e Arendt sem transição adequada; proponha uma linha de argumentação mais coesa. (4) Coesão/Coerência: conectivos presentes, mas a progressão ainda é débil em certos trechos; substitua repetições por conectivos variados. (5) Intervenção: contém os elementos, mas pode detalhar ação, agentes específicos e metas mensuráveis (ex.: metas de redução de casos em X% até 2026; órgãos, orçamento, monitoramento periódico). Sugestão prática: “Agente: Ministério do Trabalho; Ação: criar programa de fiscalização integrando WITHOUT”
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