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Por rafaellac2
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​Na obra "Utopia", o filósofo Thomas More descreve uma sociedade idealizada onde todos os cidadãos gozam de plena igualdade e bem-estar social. Afastando-se dessa ficção, a realidade contemporânea brasileira apresenta um cenário contrastante, evidenciado pelos desafios para a formação educacional de surdos. Essa problemática persiste de forma alarmante, impulsionada não apenas pelo despreparo do corpo docente das escolas regulares, mas também pela persistência do estigma social e do preconceito. Desse modo, torna-se imperativo analisar essas vertentes para garantir a efetiva inclusão dessa parcela da população.
​Em primeiro lugar, cabe pontuar que a carência de qualificação pedagógica direcionada representa um grave obstáculo à permanência e ao aprendizado dos estudantes surdos. Embora a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) assegure o direito a uma educação bilíngue — tendo a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como primeira língua e o português escrito como segunda —, a teoria diverge da prática. Na maioria das instituições de ensino público e privado, há uma escassez crônica de intérpretes de Libras e de professores capacitados para metodologias visuais de ensino. Consequentemente, o aluno surdo é frequentemente marginalizado dentro da própria sala de aula, enfrentando um processo de "exclusão por presença", no qual ele ocupa um espaço físico, mas não é integrado intelectualmente.
​Ademais, a herança histórica de invisibilidade e o preconceito enraizado na sociedade intensificam o isolamento desses indivíduos. Sob a ótica do sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de empatia e a tendência à padronização social fazem com que a alteridade — o reconhecimento do outro em sua diferença — seja rejeitada. No Brasil, a surdez ainda é erroneamente associada a uma incapacidade cognitiva, e não a uma barreira puramente linguística. Esse estigma se manifesta na ausência de campanhas de conscientização e na baixa adesão de ouvintes ao aprendizado de Libras, o que fragmenta a comunicação social e desestimula o jovem surdo a dar continuidade à sua trajetória acadêmica e acadêmico-profissional, limitando seu pleno desenvolvimento.
​Infere-se, portanto, que o Estado e a sociedade civil precisam unir esforços para mitigar os entraves na educação de pessoas surdas no país. Para tanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir um Programa Nacional de Capacitação Bilíngue contínua para professores da rede pública, além de garantir a contratação obrigatória de intérpretes de Libras para todas as salas com alunos integrados. Essa medida deve ser viabilizada por meio do redirecionamento de verbas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). Paralelamente, o Ministério da Cultura, em parceria com as mídias de grande alcance, deve veicular campanhas publicitárias que desmistifiquem a surdez e incentivem o respeito à cultura surda. Com essas ações, o Brasil poderá, gradativamente, aproximar-se da sociedade justa e inclusiva idealizada por More.
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    Erros gramaticais: poucos; ajuste de expressão: usar “segunda língua” em vez de “segunda” após Libras; ambiguidade de termos como “exclusão por presença” pode exigir definição. Melhorias: manter consistência terminológica (surdos/pessoas surdas), evitar repetições desnecessárias. Coerência/coesão: conectivos bem usados (Em primeiro lugar, Ademais, Paralelamente); reescrita sugerida: “Para concretizar a inclusão, o MEC deve criar um Programa Nacional de Capacitação Bilíngue para docentes da rede pública, contratar intérpretes de Libras e realocar verbas do Fundeb.” Proposta de intervenção: descreva explicitamente agente, ação, meio e finalidade em cada item.

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  1. C1 norma-padrão

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.

  2. C2 Compreensão da proposta

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.

  3. C3 seleção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.

  4. C4 construção de argumentos

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.

  5. C5 Proposta de Intervenção

    Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.

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