- 08 Ago 2023, 13:44
#120412
O romance filosófico "Utopia" criado pelo escritor inglês Thomas Morus no século XVI retrata uma civilização perfeita e idealizada, como as redes sociais têm tentado passar aos usuários: uma engrenagem social sem problemas e uma vivência perfeita nas redes, respectivamente. Tal idealização tem dado a sensação de segurança e contentamento em prol do uso de dados pessoais e banalização da privacidade fazendo com que a comunidade seja induzida a certos comportamentos, como o consumo exacerbado. Com isso, essa obra fictícia mostra-se distante da realidade, assim como a vivência em rede no século atual. Desse modo, torna-se fundamental a análise dessa conjuntura para reverter esse quadro.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a insegurança de dados privados com o avanço tecnológico. Lojas que solicitam números de documentos em troca de descontos, assim como, sites e aplicativos exigem nome completo, telefone e endereço de e-mail, por exemplo, em troca da prestação de seus serviços. Em seguida, enviam uma notificação para o usuário se sentir seguro garantindo-lhe total privacidade dos mesmos. Mas será que realmente é seguro? O Facebook, uma das maiores redes sociais do mundo, recentemente anunciou o vazamento de dados de milhões de usuários. Fato este que comprova a insegurança presente no meio digital.
Além disso, o uso de câmeras para detectar os comportamentos e falas das pessoas para, com base nas imagens e áudios coletados, seja definido os possíveis interesses dos indivíduos, também tem sido um fator problemático nos dias de hoje. Na Coréia do Sul, turistas têm sido aconselhados a vasculhar o local em que se hospedarem para garantir que não haverá nenhuma câmera escondida, já que tem sido mais comum encontra-las em quartos e até mesmo banheiros. Esse aglomerado de informações a respeito dos usuários faz com que um perfil seja traçado através de algoritmos para que assim, seja oferecido uma melhor vivência com base nas possíveis idealizações deste usuário, fazendo com que anúncios e ofertas de produtos sejam mais bem-sucedidos em suas campanhas e assim, normalizando o consumo exagerado na sociedade.
Sendo assim, observamos que atualmente não há limites para se conseguir informações sobre pessoas e que as mesmas estão vendendo seus dados privados em troca de consumo, cabendo ao sistema judiciário garantir que os dados da sociedade sejam defendidos de forma justa através das leis existentes para que não se torne comum a falta de responsabilidade das redes perante os dados pessoais destes indivíduos, para que as pessoas não sejam mais vistas como números e sim como o usuário final que possui direitos e respeito.
Nessa linha de raciocínio, é primordial destacar a insegurança de dados privados com o avanço tecnológico. Lojas que solicitam números de documentos em troca de descontos, assim como, sites e aplicativos exigem nome completo, telefone e endereço de e-mail, por exemplo, em troca da prestação de seus serviços. Em seguida, enviam uma notificação para o usuário se sentir seguro garantindo-lhe total privacidade dos mesmos. Mas será que realmente é seguro? O Facebook, uma das maiores redes sociais do mundo, recentemente anunciou o vazamento de dados de milhões de usuários. Fato este que comprova a insegurança presente no meio digital.
Além disso, o uso de câmeras para detectar os comportamentos e falas das pessoas para, com base nas imagens e áudios coletados, seja definido os possíveis interesses dos indivíduos, também tem sido um fator problemático nos dias de hoje. Na Coréia do Sul, turistas têm sido aconselhados a vasculhar o local em que se hospedarem para garantir que não haverá nenhuma câmera escondida, já que tem sido mais comum encontra-las em quartos e até mesmo banheiros. Esse aglomerado de informações a respeito dos usuários faz com que um perfil seja traçado através de algoritmos para que assim, seja oferecido uma melhor vivência com base nas possíveis idealizações deste usuário, fazendo com que anúncios e ofertas de produtos sejam mais bem-sucedidos em suas campanhas e assim, normalizando o consumo exagerado na sociedade.
Sendo assim, observamos que atualmente não há limites para se conseguir informações sobre pessoas e que as mesmas estão vendendo seus dados privados em troca de consumo, cabendo ao sistema judiciário garantir que os dados da sociedade sejam defendidos de forma justa através das leis existentes para que não se torne comum a falta de responsabilidade das redes perante os dados pessoais destes indivíduos, para que as pessoas não sejam mais vistas como números e sim como o usuário final que possui direitos e respeito.