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Por BigVans
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De acordo a Constituição Federal de 1988 - norma de maior hierarquia do sistema jurídico brasileiro - a vida é direito fundamental, devendo ser assegurada a todos os brasileiros. Nesse contexto, a existência de bancos de sangue devem ocorrer visando alcançar uma melhor saúde pública. Entretanto, de acordo o Jornal Cruzeiro, nota-se que há desinteresse para a doação de sangue por parte da sociedade brasileira, ocasionando ausência de reservas sanguíneas diversas em território nacional. Com isso, urgem problemáticas inerentes ao tema, tendo destaque a baixa qualidade de vida por parte dos mais vulneráveis e maior desigualdade social.


Em primeiro plano, destaca-se o impacto que as doações de sangue geram, uma vez que podem salvar ou melhorar vidas. De acordo com Gandhi, um indivíduo deve ser o que busca de sua sociedade. Com isso, observa-se que, devido o desinteresse por doações sanguíneas, o tema torna-se pertinente a ponto de haver a necessidade de interferência governamental, visando alcançar indivíduos mais comprometidos com sua sociedade local, acarretando no desenvolvimento nacional. Como consequência, dar-se-á oportunidades às diversas famílias, renovando esperanças dos indivíduos que terão maior qualidade de vida e de produção.


Ademais, a necessidade de receber doações de sangue, contrastada com sua baixa disponibilidade, provoca a seletividade em momentos de vulnerabilidade, provocando divergências quanto o destino da doação. Jean-Paul Sartre trouxe a ideia de que a violência é característica da derrota. O fato de haver reservas sanguíneas insuficientes expõe a incapacidade de atendimentos vitais emergenciais para as famílias nacionais, provocando conflitos que envolvem a produtividade dos necessitados. Como resultado, observa-se segregação social, provocando, por conseguinte, a decadência aos indivíduos desamparados no contexto citado.


Destarte, evoca-se a necessidade de mudar a situação supracitada, devendo haver incentivos para superar os desafios à devida aplicação constitucional. Para tanto, faz-se necessário, por parte do Ministério da Saúde, a ampla divulgação de campanhas de doação de sangue em meios diversos de comunicação e em escolas, visando alcançar todas as classes em prol da missão de erradicar a ausência de sangue emergencial armazenado. Tal ação deve perpetuar-se com a presença de profissionais qualificados, objetivando reduzir as consequências do ato de não doar sangue. Assim, será possível amenizar impactos oriundos do não realização completa da Constituição.
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