Em primeiro lugar, é inegável que o celular, quando utilizado de forma orientada, amplia as possibilidades de aprendizado. Por meio dele, estudantes podem acessar plataformas digitais, consultar materiais complementares em tempo real e participar de atividades interativas que tornam o ensino mais dinâmico. De acordo com a Unesco, a integração de tecnologias digitais na educação potencializa a autonomia dos alunos e estimula o pensamento crítico, pois possibilita a construção de saberes de maneira ativa e colaborativa. Assim, o celular, longe de ser apenas um entretenimento, pode atuar como mediador entre o conhecimento formal e a realidade vivida pelos jovens.
Por outro lado, o uso indiscriminado do aparelho pode gerar sérias distrações. Aplicativos de redes sociais e jogos, por exemplo, desviam a atenção dos discentes, prejudicando o rendimento escolar e a disciplina em sala de aula. Nesse sentido, o psicólogo Nicholas Carr, em sua obra A geração superficial, aponta que o excesso de estímulos digitais fragmenta a atenção, tornando os indivíduos menos capazes de manter o foco em tarefas prolongadas. Logo, a presença do celular em contextos educacionais sem a devida orientação docente pode comprometer os objetivos pedagógicos.
Diante desse dilema, torna-se imprescindível que as instituições de ensino adotem políticas equilibradas de uso do celular. É papel da escola, em parceria com professores e famílias, estabelecer limites claros e, ao mesmo tempo, explorar o potencial pedagógico do recurso. Programas de capacitação docente e projetos interdisciplinares mediados por tecnologia são estratégias eficazes para transformar o celular em aliado da aprendizagem, em vez de inimigo da concentração.
Portanto, o uso do celular na sala de aula não deve ser entendido como uma questão de proibição absoluta ou de liberdade irrestrita. A chave está no equilíbrio: cabe à escola orientar e direcionar esse instrumento para fins pedagógicos, assegurando que sua presença contribua para a formação crítica e cidadã dos estudantes. Somente assim será possível transformar um possível foco de distração em uma poderosa ferramenta de aprendizado.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra excelente domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro. Desvios gramaticais ou de convenções da escrita, neste nível, são aceitos somente como excepcionalidade e quando não caracterizam reincidência.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora bem proposta de intervenção relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, articulada e abrangente, ainda que sem suficiente detalhamento.
Erros: comp1 — uso incorreto de UNESCO (USDÃO) e registro de fonte em minúsculas; comp2/3/4 — boa estrutura, no entanto poderia fortalecer a conclusão com síntese mais contundente; comp5 — há propostas com agentes, ações, meios e finalidades presentes, porém sem detalhamento específico de cada elemento (ex.: como, com quem, em que contexto). Sugestões: 1) padronizar a sigla UNESCO em maiúsculas: UNESCO; 2) fechar a conclusão com uma frase que resuma o posicionamento; 3) detalhar a intervenção: por exemplo, “agente: escola e comunidade escolar; ação: implementar um projeto de uso consciente; meio: cartilhas, oficinas e regras claras; finalidade: melhorar o rendimento e formar cidadãos digitais críticos”.
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Competência 1 – Domínio da Norma-Padrão da Língua Portuguesa: 160
- Houve alguns deslizes de pontuação e concordância leves, mas a construção está, em geral, adequada. Não há erros graves de norma, porém há incidência ocasional de vícios que prejudicam minimamente a fluidez.
Competência 2 – Compreensão do tema e organização em dissertativo-argumentativo: 200
- Desenvolvimento claro do tema, apresentando pontos a favor e contrários, com introdução, desenvolvimento e conclusão bem definidos. Conceitos relevantes (educação, tecnologia, UNESCO, Carr) aparecem para fundamentar o argumento.
Competência 3 – Seleção, organização e interpretação de informações: 200
- Uso adequado de fontes (UNESCO, Carr) para sustentar ideias; organização coerente entre afirmações e exemplos; defesa de ponto de vista consistente com propostas pedagógicas.
Competência 4 – Coesão e coerência (conectivos): 200
- Progressão lógica bem mantida; uso de conectivos e marcadores de ideia (no entanto, assim, por exemplo, logo) para articulas argumentos; transições claras entre as partes.
Competência 5 – Proposta de intervenção (direitos humanos, atuação integrada): 160
- Apresenta proposta de intervenção com agentes (escola, professores, famílias), ações (políticas de uso, capacitação) e finalidade (equilíbrio pedagógico, formação crítica). Falta detalhar o meio de implementação e avaliação de resultados para cada elemento, mas está articulada com o tema.
Observação sobre a redação: está adequada ao tema, com referências relevantes e proposta de solução. Poderia fortalecer a descrição de meios específicos de implementação (cronograma, indicadores de sucesso).
Comentário final (em primeira pessoa, único parágrafo, até 500 caracteres):
Você demonstrou compreensão do tema ao equilibrar benefícios e riscos do uso do celular e apresentou uma intervenção viável envolvendo escola, docentes e famílias. Para melhorar, inclua detalhes operacionais (como medir impactos, cronograma e recursos necessários) para tornar a proposta mais robusta. Também cuide de pequenos ajustes de norma para avançar ainda mais na Competência 1. Parabéns pela organização e clare