- 04 Jun 2021, 19:37
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Na (1°) fase do Romantismo brasileiro a figura indígena foi retratada para construção de um herói no identitário nacional. No entanto, no Brasil contemporâneo os indígenas são marginalizados socialmente, visto que as populações nativas têm seus direitos metodicamente desrespeitados. Esse panorama antagônico, é fruto tanto da visão estereotipada por parte de uma parcela populacional, quanto do descaso Estatal. Destarte, é fundamental a análise dos fatores que corroboram com a problemática.
Principualmente, é fulcral apontar que desde o século XVI, com início da colonização, os indígenas foram submetidos a discriminações e preconceitos, por parte dos colonizadores. Em sua carta a Portugal, Pero Magalhães decorre "A língua de que usam, por toda costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei". Nesse sentido, o pensamento histórico de superioridade do homem branco em relação ao índio, corrobora com a difusão de estereótipos pejorativos relacionados a essa população. Tal fator ocorre pela visão etnocêntrica dos nativos como indivíduos "selvagens" e inferiores, tendo em vista que a sociedade apenas reconhece os indígenas superficialmente, contribuindo para a invisibilidade desse grupo. Em razão disso, o desconhecimento da vida nativa implica desrespeito as comunidades indígenas.
Outrossim, é imperativo salientar a baixa atuação governamental como promotor do problema. Isso ocorre devido, a pressão dos latifundiários, que visam a expansão do agronegócio, o que compromete as demarcações de terras de tribos indígenas. De acordo com o filósofo contratualista John Locke, essa lógica configura-se como uma violação do contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os indígenas desfrutem de direitos indispensáveis, como a manutenção a sua existência social e cultura. Por conseguinte, ocorre conflitos violentos entre proprietários de terras e índios, com efeito, do contínuo extermínio dos povos nativos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto que a valorização do índio e imprescindível para alterar o cenário vigente. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria a Antropologia, através de palestras e atividades lúdicas, promover o estudo sobre as culturas indígenas, desde a educação básica, com o fito de mitigar qualquer concepção de inferioridade dos nativos. Ademais, no que lhe concerne o poder publico, por intermédio dos três poderes, deve criar cadeiras participativas no Congresso para líderes indígenas no intuito de maior participação politica acerca das demarcações de terras e direitos desse povo. Desse modo, ir-se-ia de encontro a valorização de nossa construção histórica e social, como na (1°) fase do romantismo.
Principualmente, é fulcral apontar que desde o século XVI, com início da colonização, os indígenas foram submetidos a discriminações e preconceitos, por parte dos colonizadores. Em sua carta a Portugal, Pero Magalhães decorre "A língua de que usam, por toda costa, carece de três letras; convém a saber, não se acha nela F, nem L, nem R, coisa digna de espanto, porque assim não tem Fé, nem Lei, nem Rei". Nesse sentido, o pensamento histórico de superioridade do homem branco em relação ao índio, corrobora com a difusão de estereótipos pejorativos relacionados a essa população. Tal fator ocorre pela visão etnocêntrica dos nativos como indivíduos "selvagens" e inferiores, tendo em vista que a sociedade apenas reconhece os indígenas superficialmente, contribuindo para a invisibilidade desse grupo. Em razão disso, o desconhecimento da vida nativa implica desrespeito as comunidades indígenas.
Outrossim, é imperativo salientar a baixa atuação governamental como promotor do problema. Isso ocorre devido, a pressão dos latifundiários, que visam a expansão do agronegócio, o que compromete as demarcações de terras de tribos indígenas. De acordo com o filósofo contratualista John Locke, essa lógica configura-se como uma violação do contrato social", já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os indígenas desfrutem de direitos indispensáveis, como a manutenção a sua existência social e cultura. Por conseguinte, ocorre conflitos violentos entre proprietários de terras e índios, com efeito, do contínuo extermínio dos povos nativos. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto que a valorização do índio e imprescindível para alterar o cenário vigente. Logo, cabe ao Ministério da Educação em parceria a Antropologia, através de palestras e atividades lúdicas, promover o estudo sobre as culturas indígenas, desde a educação básica, com o fito de mitigar qualquer concepção de inferioridade dos nativos. Ademais, no que lhe concerne o poder publico, por intermédio dos três poderes, deve criar cadeiras participativas no Congresso para líderes indígenas no intuito de maior participação politica acerca das demarcações de terras e direitos desse povo. Desse modo, ir-se-ia de encontro a valorização de nossa construção histórica e social, como na (1°) fase do romantismo.