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Por Hyque
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A célebre obra modernista "Abaporu", publicada em 1928, evidencia em uma de suas interpretações a ausência de discernimento analítico da população. Para além da obra, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea a questão dos riscos da alta produção de lixo e suas consequências na sociedade e, amiudadamente, semelhante ao expressado pela obra, visto que a falta de pensamento crítico é um dos pilares para a potencialização desse problema social. Desse modo, algumas negligências atribuídas aos sistemas sociais conduzem a sociedade a reduzir seus pensamentos sobre a produção de lixo, contribuindo para à carência de pensamento. Logo, tanto o egoísmo da sociedade, quanto a omissão do Estado são os suscitadores do óbice.

Em primeiro plano, é imprescindível destacar o individualismo exacerbado da sociedade como um dos fatores da alta demanda de lixo no Brasil. Nesse contexto, o expoente sociólogo Zygmunt Bauman caracterizou as pessoas como uma sociedade líquida, que opta por superficialmente navegar pelas informações em vez de se aprofundar no conhecimento, levando-as a se tornarem indivíduos superficiais. Sob essa lógica, a tese de Bauman pode ser comprovada ao observar que a sociedade brasileira não se preocupa em analisar criticamente as informações sobre a alta demanda de resíduos, priorizando apenas seus próprios interesses sem perceberem seus atos. Essa visão egocêntrica da sociedade pode impor diversas consequências, tais como a desinformação sobre a produção de lixo e à invisibilidade da quantidade de lixo a ser produzida. Assim, não é razoável que o egoísmo esteja intrínseco em uma sociedade que almeja torna-se nação uma desenvolvida.

Além disso, vale ressaltar, ainda, a desídia estatal como o amplificador do aumento da produção de lixo na nação. Diante desse cenário, Jean-Paul Sarte afirma, em sua obra "O ser e o nada", que existe o conceito conhecido como "Acomodação Social", segundo o qual há alguns temas sociais banidos da discussão coletiva. Todavia, o Estado não oferece medidas de políticas públicas eficazes que visem combater a alta demanda de lixo presente nas cidades, na medida em que, há pouca — ou nenhuma — visibilidade do Estado a respeito de melhorias em sistemas produção de lixo e infraestruturas — como os lixões — possibilitando a ampliação desse impasse. Outrossim, essa má digestão do Estado contribui para o aumento da poluição no âmbito social, uma vez que a alta produtividade de lixo corrompe espaços sociais intrínsecos na sociedade. Por isso, enquanto à omissão estatal for a regra, tampouco haverá desenvolvimento.

Portanto, vistos os fatores que impactam significativamente a elevada geração de lixos, medidas são necessárias para combatê-los. Cabe ao Governo Federal — principal órgão constitucional — a realização de fiscalizações em indústrias e outras infraestruturas que abusem da produção de lixo em excesso, a exemplo da criação de leis que limitam a demanda da produção de produtos considerados nocivos para a população, a fim de garantir que não haja quantidade exacerbada de resíduos. Ademais, o Ministério da Educação — MEC — deve desestimular o egocentrismo no país, por meio da criação de projetos pedagógicos em instituições educacionais, a exemplo de palestras em escolas, que mobilizem à sociedade a reduzir e conscientizar sobre o consumo de refugos para que, posteriormente, a alta demanda de produtos inutilizados seja atenuada. Essas ações terão a finalidade de conscientizar à sociedade, promovendo a estabilidade social e garantindo que, a falta de pensamento crítico da população — como citado em "Abaporu" — seja, enfim, moldada.
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