Antes de tudo, percebe-se um evidente descaso governamental em torno da inclusão de indivíduos com transtornos. Nesse sentido, de acordo com o artigo 6º da Constituição de 1988, todos têm direito à educação e à saúde, mas essa garantia nem sempre se concretiza na prática, principalmente quando se observa a falta de capacitação de professores e de políticas públicas voltadas à inclusão efetiva nas escolas. Como resultado, muitas crianças e adolescentes acabam sendo excluídos do ambiente educacional, o que constitui uma consequência concreta dessa omissão. Assim, a ineficiência do poder público não apenas compromete o aprendizado, mas também reforça o preconceito e o isolamento social desses grupos.
Além disso, é cabível pontuar que as diferenças sociais intensificam o problema da inclusão de pessoas neuroatípicas. Nessa perspectiva, conforme a filósofa Hannah Arendt, “a essência dos direitos humanos é o direito a ter direitos”. Todavia, essa visão não se concretiza na prática, pois famílias de baixa renda enfrentam dificuldades para obter diagnóstico precoce e tratamento adequado, já que esses serviços são, em sua maioria, de difícil acesso na rede pública. Logo, a exclusão educacional e social de pessoas neurodivergentes agrava as desigualdades e impede a construção de uma sociedade mais empática e inclusiva.
Portanto, cabe ao Estado investir uma maior parcela do PIB para combater a exclusão de pessoas com TEA e TDAH. Essa ação deve ocorrer por meio do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Saúde, órgãos responsáveis por elaborar políticas públicas voltadas à formação de professores, ampliação do diagnóstico precoce e oferta de acompanhamento multidisciplinar nas escolas. Com isso, será possível garantir o direito à inclusão e reduzir as barreiras estruturais e sociais, remediando não apenas a omissão governamental, mas também as desigualdades que afetam as pessoas neurodivergentes no Brasil.
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C1 norma-padrão
Você atingiu aproximadamente 80% da pontuação prevista para a Competência 1, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante demonstra bom domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa e de escolha de registro, com poucos desvios gramaticais e de convenções da escrita, ou seja, apresenta um texto com boa estrutura sintática, com poucos desvios de pontuação, de grafia e de emprego do registro exigido.
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C2 Compreensão da proposta
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 2, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante desenvolve o tema por meio de argumentação consistente, a partir de um repertório sociocultural produtivo e apresenta excelente domínio do texto dissertativo-argumentativo, ou seja, em seu texto, o tema é desenvolvido de modo consistente e autoral, por meio do acesso a outras áreas do conhecimento, com progressão fluente e articulada ao projeto do texto.
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C3 seleção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 3, atendendo aos critérios definidos a seguir. Em defesa de um ponto de vista, o texto apresenta informações, fatos e opiniões relacionados ao tema proposto, de forma consistente e organizada, configurando autoria, ou seja, os argumentos selecionados estão organizados e relacionados de forma consistente com o ponto de vista defendido e com o tema proposto, configurando-se independência de pensamento e autoria.
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C4 construção de argumentos
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 4, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante articula bem as ideias, os argumentos, as partes do texto e apresenta repertório diversificado de recursos coesivos, sem inadequações.
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C5 Proposta de Intervenção
Você atingiu aproximadamente 100% da pontuação prevista para a Competência 5, atendendo aos critérios definidos a seguir. O participante elabora excelente proposta de intervenção, detalhada, relacionada ao tema e articulada à discussão desenvolvida no texto. Trata-se de redação cuja proposta de intervenção seja muito bem elaborada, relacionada ao tema, decorrente da discussão desenvolvida no texto, abrangente e bem detalhada.
Principais erros: C1: discordância verbal em “falta… que comprometem” (sujeito “falta” é singular). Falhas de grafia/coesão leve: “diferenças sociais intensificam” e uso pouco convencional de termos. Recomendações: manter concordância: “a falta… compromete”; padronizar espaços; pequenas alterações para fluidez. C2/C3: desenvolvimento bem alinhado ao tema, uso de referência constitucional e de Hannah Arendt, porém cuidado com citações: evitar simplificações excessivas. C4: conectivos usados de forma adequada, manter progressão. C5: intervenção apresenta agente, ação, meio e finalidade; detalhe: sugerir metas mensuráveis e prazos para cada ação (ex.: “formar 5 mil professores em TEA/TDAH até 2026”).
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